sexta-feira, outubro 15, 2010

Lápis, papel e borracha

Quem algum dia disse ao escritor que o mesmo deveria começar suas frases com conectores e letras maiúsculas não sabia o que era escrever, não da forma prazerosa, livre, cintilante. Quem em algum momento julgou erroneamente as palavras de um poema, perdeu a única chance que tinha de conhecer este tipo de beleza.
Somente quem redige sabe o que é escrever. Repassar sentimentos, realidades, momentos não é mera brincadeira, vai muito além de letras debruçadas em linhas retas. É a fuga, a corrida por entre as savanas, uma passagem clandestina para a terra do nunca, um mergulho intenso no âmago da alma. São viagens simplesmente fenomenais, tiram o fôlego, aceleram o músculo pulsante, mas são indescritíveis para meros mortais.
Preserva a calma e a essência aquele que preza pelo pensamento escrito, pelo escudo que tem nas mãos; lápis, papel e borracha.

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