sábado, janeiro 23, 2010

Uma lembrança, um sorriso verdadeiro

Ela achava que tinha a vida perfeita.
Conseguiu o imóvel mais caro da cidade, tinha um emprego estável, um namorado bonito. Ganhava bem, pagava todas as contas da casa, tinha criados para todas as tarefas possíveis e imagináveis. Jóias para todos os gostos, roupas, sapatos.
Em um dia comum, voltando do trabalho, ela se deparou com uma cena intragável. Passaram-se algumas semanas e aquela visão ainda não havia saído de sua cabeça. Quanto mais ela lutava para esquecer aquele pensamento, mais nítido e dolorido ele ficava.
Ao ver-se cansada da monotonia de seu trabalho, presa em sua própria casa, regada de utensílios fúteis que não a preenchiam, com um protótipo de homem perfeito (rico, bonito e bem resolvido), mas não o amava, percebeu que aquilo tudo não era uma vida perfeita como intitulava no passado.
Resolveu trocar o imóvel por passagens aéreas e hoteizinhos hospitaleiros. Trocou os criados por malas de viagem, chapéus e protetor solar, e aquele que dizia seu companheiro, por sua própria companhia que a preenchia tão melhor quanto a de qualquer outro estranho. Prometeu a si mesma, que iria fazer o possível e o impossível para repetir a cena que jamais esquecera.

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